domingo, 4 de dezembro de 2011

Para quê? (desculpa)

Mas afinal o que queres tu?

Não abres os olhos?

Não vês que deixei tudo por ti, por nós?

Que deixei uma vida, uma casa, e tanta, tanta, tanta (quantas vezes for preciso escrever TANTA) gente por ti?

Que deixei todos os pedaços de mim em cada esquina, para que outros ficassem com eles?

Que deixei o tempo voar sobre nós enquanto o mundo lá fora apodrecia à minha espera?

O que será preciso para que percebas que não consigo dar-te o que queres por já te ter dado tudo o que tinha?

O que é preciso para que percebas que só não te dei a morte como homenagem porque não podia?

Quando abrirás os olhos para ver que sacrifiquei tudo e todos em teu nome?

E para quê? Para quê?

Será que nunca te passou pela cabeça a forma como defendo o teu forte de tão fortes invasões?

Será que nunca pensaste que o ódio que sentes na pele não te mata porque sou eu que levo a bala? Que levo a estucada, TODOS os dias?

Será que não percebes que vives a vida que vives com quem e como vives porque eu vivo a vida que vivo amargurado e sem ninguém?

Não percebes que as lágrimas que caem de ambos os olhos não choram só por ti?

Não percebes que não resta nada à nossa frente por teres eliminado tudo o que restava atrás de nós?

Desculpa. A sério, desculpa! Mas não consigo mais pensar por dois, desculpar-me por dois, amar e perdoar por dois.

É demasiado para mim.

Já não tenho estômago para tanto murro nem cara para tanta saliva.

Desculpa, mas é a última vez que te peço desculpa.


04/12/2011
Assim termina este blog, com uma lápide em cima, cravada com suor e dor. Sem cor, gosto ou figura.

Termina com um fantasma, e como um fantasma.

Todos os textos que aqui estão, salvo raras excepções, foram palavras deitadas ao lixo.

Termino assim, com um grito. Não pede ajuda ou compreensão, é simplesmente um grito.
Agora está cá fora! Quem quiser que oiça estas coisas...

Enfim, são coisas que nem a mim interessam.

R.I.P.




fim

sábado, 21 de maio de 2011

The Stone (a.k.a. 1/2 hora no facebook)

Isolation caresses the mind.
Set in stone and cast apart,
I become so hard to find,
It might even break one's heart.

But my mind needs the time
to just lay in here alone,
isolate this heart of mine:
Cast apart and set in stone.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Diferente de nós

Era vê-la crescer, não como nós.
Vê-la crescer diferente de nós.
Ah! Se ela soubesse, como nós.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Grow Tougher

I'm sorry, I'm gonna have to spoil her a bit.
I'm not gonna make her quit
school or anything,
I just wanna spoil her a bit.

I feel it's my duty as a father
to teach her to do what she sees fit.
Not to go all crazy and shit,
I'm just gonna spoil her a bit.

No need for any more than talk:
children can easily understand.
Her will will do the rest
So long as I'm her friend.

I'm gonna have to spoil her a bit.
Make her try out different eyes.
Even knowing it might go bad,
it's worst if she never tries.

I'm definitely gonna spoil her a bit.
But don't get scared or worried...
Like I will when I do.
You see I'm not gonna hurt anyone,
not gonna influence anyone,
not even gonna teach anyone.
I just want her to have some wit,
so I'll spoil her a little bit.

sábado, 12 de março de 2011

É uma pena

É uma pena que seja sempre o mesmo lado a ser lixado.
É uma pena que seja sempre o mesmo lado a fazer tudo.
É uma pena que seja sempre o mesmo lado a esforçar-se.
É também uma pena que seja sempre o mesmo lado a mostrar resultados.
É realmente uma pena que seja sempre o mesmo lado a exigir. (?)
É uma pena que sejam sempre os mesmos a criticar.
É uma pena que seja sempre o mesmo lado a mandar abaixo,
e é ainda uma pena que seja sempre o mesmo lado a comandar as operações.
É uma pena que seja sempre o mesmo lado a pedir desculpa.
É uma pena que seja sempre o mesmo lado a rebaixar-se.
É uma pena que se torne difícil fazer alguma coisa da vida sem apoio ou palavra amiga.
É uma pena que seja SEMPRE o mesmo lado a ter amigos =).
É uma pena que seja sempre o mesmo lado a ir à guerra.
É de facto uma pena que seja sempre o mesmo lado a proteger tudo e todos.
É uma pena que seja sempre o mesmo lado a ser apanhado nesta guerra entre os dois lados.
É uma pena que exista um terceiro lado que infelizmente não pode sequer escolher um "lado".
É uma pena que seja sempre o mesmo lado a vendar os olhos às coisas boas.
É uma pena que seja sempre o mesmo lado a vendar os olhos às coisas más.
É uma pena que seja sempre o mesmo lado a perseguir o outro lado.
É uma pena que seja sempre o mesmo lado a apontar os defeitos.
Mas sobretudo, é uma pena que seja já só um lado a ver o amor.
É uma pena que o amor não dê para os dois lados.
É uma pena quando não é grande o suficiente. Quando não é forte o suficiente.

No fundo, é uma pena que seja sempre o mesmo lado a ser lixado.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Lá fora, o barulho é ensurdecedor, mas cá dentro, o silêncio rebenta-me os tímpanos.



I am ready, I have been for a while now. Just end it. Please.

sábado, 24 de julho de 2010

Acid

I cannot disguise,
all the stomach pains
and the walking of the canes
when you, do come out
and you whisper up to me
in your life of tragedy

But I cannot grow
till you eat the last of me
oh when will I be free
and you, a parasite
just find another host
just another fool to roast
cause you!
My tapeworm tells me what to do
You!
My tapeworm tells me where to go

Pull the tapeworm out of your ass, HEY
Pull the tapeworm out of your ass, HEY
Pull the tapeworm out of your ass, HEY
Pull the tapeworm out of your ass, HEY

I cannot deny
all the evil traits
and the filling of the crates
when you, do come out
and you slither up to me
in your pimpin majesty

But I cannot grow
till you eat the last of me
oh when will I be free
and you, a parasite
just find another host
just another stool to post
cause you, my tapeworm tells me what to do
you!
my tapeworm tells me where to go

Pull the tapeworm out of your ass, HEY
Pull the tapeworm out of your ass, HEY
Pull the tapeworm out of your ass, HEY
Pull the tapeworm out of me...

I'm sitting in my room
with a needle in my hand
just waiting for the tomb
of some old dying man
sitting in my room
with a needle in my hand
just waiting for the tomb
of some old dying man

You!
My tapeworm tells me what to do
You!
My tapeworm tells me where to go

Pull the tapeworm out of your ass, HEY
Pull the tapeworm out of your ass, HEY
Pull the tapeworm out of your ass, HEY
Pull the tapeworm out of your ass, HEY
HEY, HEY, HEY, HEY

Insert your fingers and wait for the spew.
Oh, here it comes... :)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Se nunca na vida fui atrás de conflitos, porque razão é que eles passam a vida atrás de mim?

Definitivamente odeio pessoas.

Acho que devíamos todos morrer e deixar isto entregue aos animaizinhos.

Juro que passei toda a minha vida a ter em consideração o espaço de cada pessoa. Porque razão é que mesmo assim continuo a invadir espaços que não devia e a estragar relações como quem lava os dentes (mesmo quando, na maior parte dos casos, isso acontece sem que eu o queira)?

Estou de volta à caixinha, foda-se!

Procurem-me lá, quem quiser.



"Give away the stone, let the ocean take and transmutate
This cold and fated anchor.
Give away the stone, let the waters kiss and transmutate
These leaden grudges into gold."

Ou não...

terça-feira, 18 de maio de 2010

Sem título 1

Fit body, fit mind
That is what's said.
I've got none of the kind
And it's my fault I'm afraid.

Body is numb, mind is dumb,
Soul is free yet not full.
If I'd gather up my sum
I would result in a null.

Still I live, weak of body and mind,
I live to live only.
Wait 'till the day I find,
Once again, my body, my mind.


An0rMaL_DoX6070

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Azul

Estou calmo e certo do que quero. Não posso querer outra coisa, por isso estou certo do que me resta. Aos poucos vejo-a passar. Vejo-a sair sem dizer adeus. Para onde vai, não sei. É transferida pelos tubos que me estão ligados. Puxam com força estes tubos. Não, não posso. Não consigo estar calmo e vê-la ir-se assim embora sem fazer nada. Num repente, quase no fim, retiro os tubos violentamente. Um a um, retiro-os. Sai o primeiro, o segundo, mais um e outro. Sai o último, mas não adianta. A última gota foi-se com ele. Olho para os tubos sem pensar, pois já não consigo pensar. Sigo-lhes a trajectória e vejo luz, apenas luz. Os tubos estão cheios de um líquido azul. Assim se foi para o infinito, a minha vida, para que lá em cima, na luz, se lembrem de mim como era, não por fora, mas por dentro: Azul! Apenas e só, azul. O meu corpo, esse ficou cá em baixo.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Caricatura

“Dividam-se as mentes. Pois há aqueles, coitados, que não fazem nada da sua vida. Há aqueles que negligenciam o importante, que esquecem o que não devia ser esquecido. Há aqueles que nos fazem sentir superiores, só pelo simples facto de serem tão mais inferiores a nós. Há aqueles que só se importam com coisas fúteis, com coisas de crianças, aqueles que nunca crescem e que passam o tempo estupidificados sem fazer nada que se diga sério ou digno. Dividam-se pois as mentes. Que raio de gentalha é esta que não tem objectivos de vida e que, aparentemente, só existe para respirar e chatear quem quer fazer algo de produtivo? Dividam-se as mentes, eu estou do lado de cima, e esta roda, não vai virar tão depressa. A estupidez não me afecta, e esses coitados, espero eu, um dia encontrarão o sentido da vida. A responsabilidade há-de bater-lhes à porta, e quando isso acontecer, talvez me digne a estender-lhes a mão. Até lá, e enquanto continuarem a insistir em disparates sem nexo, eu continuarei a sentir-me superior, só pelo simples facto de eles serem tão inferiores.”

domingo, 10 de agosto de 2008

O último post no Esgoto Citadino foi tirado de papeis que encontrei no meu quarto. Aqui vai mais um:


A nossa vida dá voltas e voltas, e aquilo que ontem era certo e sabido, hoje é a certeza da dúvida, que paira ameaçadoramente sobre as nossas cabeças. Há decisões a serem tomadas, e daí nasce o dilema. Ficar, e ver partir os navios que partem à aventura? Carregados sabe-se lá com que riquezas e tesouros...que nunca poderão ser meus. Ou partir num deles e desbravar os mares, à descoberta de um novo mundo, correndo assim o risco de não encontrar nada na outra margem? É certo que os navios novos nos parecem sempre melhores, e muitas das vezes não o são. Mas se o meu porto ataca os navios, não será ele um mau porto? "Mas faz isso para me proteger..." Não me interessa. Não me agrada! Este porto já esteve mais bem cuidado...e começo a despegar-me dele. Talvez...talvez parta mesmo à descoberta e encontre aquilo que procuro. E deixo para trás o porto amigo e querido, que espero, não desabará...


algures durante 2007
Ricardo Nogueira

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

O Filho da Vida


Um mundo novo, fresco e saudável germina

Sem vestígio de criaturas, sem vestígios de vida.
Mas ela logo rompe e se perde sozinha.
Passeia por esse mundo e nele predomina.

Da vida, que nasceu do mundo, é a besta vinda:
O Homem, que destrói e aniquila,
Mata e rouba a vida, do mundo filha.
E mata-se a si próprio matando a vida.
(Matando tudo consigo...e termina!)

E o Homem fica, com mundo, mas sem vida.
Sem coração, sangue ou pensamento, caminha
Sobre o mundo: esfera destruída,
Já quase por ele esquecida.

Que estúpido é o filho da vida
Que matou a mãe, de quem vinha.
Criatura que caminha abatida
É este Homem que agora finda...

Está quase!
Está quase...


10 de Novembro de 2007
Ricardo Nogueira



Chamem-me doido, continuo a gostar dele...

domingo, 29 de junho de 2008

Manifesto em defesa do conteúdo ou falta dele

O texto tem o direito a ter conteúdo lógico ou ilógico.
Aquilo a que tenho vindo a assistir repugna-me e assusta-me.
Eu não sou nada, mas o meu nada tem conteúdo, por vezes lógico, tantas vezes ilógico.

Com toda a falta de respeito e educação, Eu!

PS.: Talvez para a semana percebam, talvez para o mês que vem. Não queiram, se não perceberem, melhor!

PPS.: Se leram, apanhei-vos!

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Sombra - Luz (III)

E então veio a verdade, e com ela veio a sombra, e a sombra devorou-me a fé e confiança que me alimentavam, e eu fiquei a ver, e caía aos poucos. A enorme sombra não tem fim. Não tem princípio nem fim. Existe, e é tudo. O desespero tomou o lugar da confiança, e a loucura veio depois dele. A insanidade apoderou-se de mim. Existia, e era tudo. Então virei-me de novo para a sombra negra e disse, desabafando: “Bem sei que não o poderás evitar a menos que eu to ordene, mas isso já eu fiz e estou pior. Não poderás mesmo, pôr termo a esta loucura?”. E a sombra, surpresa, respondeu-me: “Acaso tens estado a dormir? Lembro-me de te ter dito que o teu problema és somente tu. Não me dás ouvidos? Lembro-me também de ter-te dito que aquilo que me dá força para crescer, dar-te-à força para me combateres, mas tu não pareces ouvir. Tu não queres ouvir!”. E a sua voz estrondosa, qual raio que rasga os céus, derrubou-me e deixou-me estarrecido, deitado no chão de mim mesmo. Olhei em volta, mas não via nada. A sombra era tudo. Disse-me ainda: “Está visto, não tens salvação. Ouve-me: Onde há sombra, terá de haver a luz que a cria. E dela nasce a sombra que enche este lugar. A luz que me cria será a luz que me destruirá. Mas não enquanto continuares a lamentar-te e a pedir ajuda. Levanta-te, concentra-te na luz e ela te ajudará.” Estupefacto, perguntei de volta: “Porque me dizes tu isso? Sabes que assim serás apagada e deixas de existir. Não tens medo de deixar de ser?” e a sombra riu e disse:
”Tu não ouves mesmo! Eu disse-te antes, que nunca, ninguém me conseguiu extinguir, e que esperava que fosses o primeiro, mas não serás, vejo-o agora. Eu nunca deixo de ser, eu sou, e sempre serei. Podem reduzir-me a algo insignificante, mas nunca ninguém me extinguirá”. Ouvindo isto, pus-me de joelhos e a custo, procurei a luz por que esperava. Lá estava ela, por detrás da sombra, tem que haver uma luz. A sombra não existe sem luz, e toda a luz cria a sua sombra. A sombra nasce da luz, e ela a destrói. Concentrei-me na luz que dantes me dava confiança e na qual eu depositava a minha fé, e lentamente, a sombra foi diminuindo, entre gritos de dor e agonia, meus e dela. No entanto, não desapareceu por completo. Ainda continua lá dentro, uma pequena réstia que insiste em crescer de vez em quando, mas contra a qual encontrei a salvação, a luz que a cria, e que me guia a mim. Talvez um dia a luz me invada de tal maneira que deixe de haver sombra, ou sequer sombra de sombra. Até lá ela vive, e eu vivo com ela.

E então veio a verdade, e com ela veio uma sombra. E atravessando-se no meu caminho disse-me ao ouvido: “Bom dia caminhante. É tua toda esta aura que aqui sinto? Possuis tu uma convicção tão fortemente inabalável?” E eu, sorrindo, disse: “É minha. Esta é a convicção pela qual vivo. Esta é a aura que de mim sai, que me suporta de pé.” E disse isto sorrindo, feliz de mim mesmo. Mas aquela sombra, cujo semblante era amistoso e contente, ficou subitamente triste e preocupada. E vendo-a triste, vendo-a preocupada, perguntei: “Que foi? Não achas grandiosa a minha convicção? Não te dá gozo ver a forma como tenho vindo a crescer fé dentro de mim?” E com o mesmo semblante, preocupado e triste, disse-me em resposta: “Tu , cuja convicção e fé são inabaláveis, serás posto à prova, e aí se verá bem, aos olhos do mundo, aquilo que valem as tuas certezas. E então, serão também postos à prova os teus ideais e o teu carácter, e sairás desse caminho, provando que tens uma fé inabalável, ou pelo contrário, provando que, engrandecendo a tua fé, engrandeceste a tua queda e ruína.” E eu, confiante e com firmeza, disse enchendo o peito: “Velha sombra, a minha provação já veio e já foi. Aquilo que dela sobrou ajuda-me agora a lidar contigo, sempre que voltas. Tu não existes, apesar de não deixares de existir. És um pedaço do que outrora foste, e não me assustas mais. Mas obrigado, o teu conselho, sabê-lo-ei aproveitar. E quando chegar a minha prova, sairei deste caminho, provando que tenho uma fé que, não sendo cega, é inabalável como digo.” E a sombra sorriu, voltando ao seu ar amistoso e contente, e partiu para longe, deixando-me prosseguir o meu caminho em sossego.


2 de Junho de 2008
An0rMaL_DoX6070
(III)

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Sombra (II)

E então veio a verdade, e com ela veio desgosto. E o desgosto consumiu-me por momentos, mas a sua fonte era saudável, e o desgosto foi pelo seu criador consumido. A verdade veio, e trouxe consigo o desgosto, mas foi-se o desgosto e permaneceu a verdade. A confiança, a aura, a fé, mantiveram-se e cresceram. E então, com o desaparecimento do desgosto, veio a dúvida, circundada por uma grande sombra negra, cujo semblante era triste e preocupado. E a sombra crescia, e apesar de inicialmente tentar fazer-lhe frente, deixei que crescesse, enquanto via perplexo, o tamanho que tinha atingido. A sombra, grande e negra, começou então a diminuir o seu tamanho, lentamente, porquanto começou a engolir a aura na qual habitava. A aura de fé e confiança. E eu, sem fazer nada, quase com gosto, vi-a devorar a minha convicção e abalar a minha fé, tal como tinha sido profetizado. Resignado, falei-lhe, dizendo: "Então vens assim, tal como me tinhas anunciado, para que tudo aquilo em que acredito caia por terra, a meus pés, e o desgosto volte, alimentado pela dúvida e desconfiança que crescem dentro de mim? Diz-me, não poderias tu deixar de me comer a fé? Não o podes parar? Vejo o teu semblante. Estás triste, e há preocupação no teu rosto. Não desejas o que fazes, pois não? Não o podes parar?" E o rosto triste da sombra ficou especialmente negro, e respondeu assim: "Não. A resposta é não. Não, não posso deixar de te comer a fé, não o posso evitar. E não, não desejo fazer aquilo que faço." E levantando a voz perguntei-lhe: "Porquê? Porque não o podes fazer?" E a sombra, baixando a cabeça disse em tom baixo: "Não o posso parar, pois és tu quem me conduz. Tu é que me guias enquanto te devoro a fé. A tua fé está nas tuas mãos, só tua a salvas, só tu a destróis. Eu sou apenas o instrumento do qual te serves para te auto-destruíres." Aí, quebrando em lágrimas gritei interrogando: "Rogo-te, diz-me, por favor, diz-me, como paro eu a mim mesmo? Eu não quero perder a confiança, não quero perder a fé, não me quero perder a mim com elas." E a sombra, num murmúrio quase inaudível disse-me ao ouvido, de novo: "Tu, neste momento, não te salvarás por tua mão. A fonte da minha força será a fonte da tua. Usa-a e terás salvação." E eu, fiquei perplexo, olhando a minha fé ser consumida, sem saber como me parar a mim mesmo.

26 de Maio de 2008
An0rMaL_DoX6070
(II)

terça-feira, 10 de junho de 2008

Sombra (I)

E então veio a verdade, e com ela veio uma sombra. E a sombra, atravessando-se no meu caminho disse-me ao ouvido: “Bom dia caminhante. É tua toda esta aura que aqui sinto? Possuis tu uma convicção tão fortemente inabalável?” E eu, sorrindo, disse: “É minha. Esta é a convicção pela qual vivo. Esta é a aura que de mim sai, que me suporta de pé.” E disse isto sorrindo, feliz de mim mesmo. Mas aquela sombra, cujo semblante era amistável e contente, ficou subitamente triste e preocupada. E vendo-a triste, vendo-a preocupada, perguntei: “Que foi? Não achas grandiosa a minha convicção? Não te dá gosto ver a forma como tenho vindo a crescer fé dentro de mim?” E com o mesmo semblante, preocupado e triste, disse-me em resposta: “Tu, cuja convicção e fé são inabaláveis, serás posto à prova, e aí se verá bem, aos olhos do mundo, aquilo que valem as tuas certezas. E então, serão também postos à prova os teus ideias e o teu carácter, e sairás desse caminho, provando que tens uma fé inabalável, ou pelo contrário, provando que engrandecendo a tua fé, engrandeceste a tua queda e ruína.” E desesperado perguntei, à sombra que se me atravessara no caminho: “Porque me profetizas isso? Porque me amaldiçoas dessa forma? Acaso cometi alguma injúria para contigo ou alguém que seja? Acaso dei motivos ao destino para que me tratasse como relatas? Ou terás tu, no teu íntimo, inveja da minha inabalável de perfeita harmonia e confiança?” E aquela sombra, adoptando um sorriso malvado, respondeu-me desta forma: “Inveja? De que deveria eu ter inveja? De um pobre louco que julga ter forças para enfrentar o mundo, e que cairá pela ocasião da próxima vicissitude? Inveja de alguém que, no seu coração, guarda sagrado o mundo que o vai destruir? Fica pois sabendo que eu habito dentro de ti, e que, apesar de pequena, crescerei a um ponto, em que drenarei toda a aura confiante que te rodeia. Inveja? De ti sinto apenas pena.” Então, olhando fixamente aquela sombra escura, disse-lhe decidido: “Assim te digo que a minha convicção e fé não têm limites, e que se um dia, como dizes que acontecerá, for posto à prova, verás como tenho razão. E aí, não crescerás, e diminuirás, definhando, até te extinguires.” A sombra, voltando ao seu ar triste e preocupado, respondeu: “Vejo que a tua confiança e dedicação para com o teu mundo te deixam cego. Segue então o teu caminho, não te importunarei mais. Eu vou contigo, pois ninguém nesta vida jamais me extinguiu, e espero, para teu bem e dos outros, que sejas o primeiro a consegui-lo de facto. Boa sorte, vais precisar dela. E lembra-te. Lembra-te do que te disse, sempre que eu crescer dentro de ti.” E eu, num misto de felicidade por me ver livre daquela sombra, e de apreensão pelo que me havia dito, perguntei-lhe por fim: “Mas afinal, quem és tu, que dizes viver dentro de mim, e ter o poder de destruir a minha certeza e confiança, a minha fé. Quem és tu, sombra negra?” E aconteceu que, voltando-se para trás, com uma expressão que nada transparecia, disse-me: “Eu, sou a sombra da dúvida. Eu, que vivo dentro de ti e tenho o poder de destruir toda a tua fé. Eu, que crescerei quando fores posto à prova, e que te destruirei, a menos que me impeças. Adeus. Segue o teu caminho. Tu e a tua fé!” E ali, parado naquele caminho, vi-a partir, como se não o estivesse realmente fazendo.

26 de Maio de 2008
An0rMaL_DoX6070
(I)

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Ciclo Preparatório VI

Ciclo Preparatório VI:

Linkin Park - In the End



Depois destes poucos anos em que eles estiveram activos, uma das primeiras, continua a ser a melhor: Linkin Park, In the End.

Live acts:

Muse - Knights of Cydonia
The Offspring - The Kids Aren't Alright
Linkin Park - Crawling

E pronto, não vos chateio com mais tretas de música lol.
Eu sei que já tinham saudades dos meus textos idiotas, por isso, no dia 9 (segunda-feira) retomo os posts "normais" deste blog.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Ciclo Preparatório V

Ciclo Preparatório V:

WTF LOL!

O vídeo tá giro sim senhor. A música, lembro-me de ouvi-la no carro do meu pai quando ia pôr uma amiga da Filipa a casa. A amiga da Filipa chamava-se...Filipa, e consta que adorava Offspring. Sim senhor, na altura eu achava-lhe graça. Hoje em dia, aplaudo a Filipa! (a amiga. lol)

(Novamente, os Offspring não querem que "embebedemos" os vídeos deles. Problems with alchool!? o.O)

The Offspring - Pretty Fly (For a White Guy)

Dia 6 termino o cilco com um vídeo de Linkin Park e com os links de 3 vídeos ao vivo das 3 bandas. Dia 6 é também o dia do concerto. "Eu vou!" What about you!?

domingo, 1 de junho de 2008

Ciclo Preparatório IV

Ciclo Preparatório IV:

Muse - Starlight